Declarações de líder do MST contra propriedade privada podem agravar conflitos no campo, diz senadora Damares Alves

Ela reagiu às falas de João Paulo Stédile feitas em encontro com o Papa Franciso, na Itália
21/5/24 às 12:41

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou, nesta terça-feira (21), durante sessão da Comissão de Segurança Pública do Senado, que as declarações do líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, contra a propriedade privada podem agravar os conflitos no campo.

“Malditas sejam todas as cercas, malditas sejam as propriedades privadas”, disse Stédile, em encontro que reuniu o Papa Francisco em movimentos de esquerda em Verona, na Itália, no último sábado.

“Isso está me preocupando porque pode causar uma insegurança lá no campo. Na verdade, ando muito preocupada com a atuação do MST. E a forma que ele disse lá fora realmente pode causar muita insegurança e violência em área rural”, avaliou a parlamentar.

Em outra comissão, a de Assuntos Econômicos, Damares Alves lembrou que o agronegócio é o principal motor da economia brasileira, responsável por boa parte do PIB nacional

A senadora publicou na rede social X que deve pedir nota de repúdio ao líder do MST e que avalia outras medidas jurídicas a serem tomadas em proteção do agro brasileiro.

Invasões explodiram sob Lula

Somente no 1º ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram registradas mais invasões de terra do que em todo o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De 2019 a 2022, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que houve 62 ocupações, 12% a menos do que no ano passado, quando foram registradas 71 invasões – crescimento de 208% em comparação a 2022, que teve 23.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que representa o agronegócio, espera que o registro de invasões de terra aumente em 2024.

 


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