A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) subiu o tom, nesta terça-feira (12), e prometeu atuar de forma direta nas eleições deste ano para barrar a reeleição de deputados distritais supostamente envolvidos na teia de irregularidades que liga o Banco de Brasília (BRB) ao Banco Master.
Durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a parlamentar afirmou que fará campanha ativa nas ruas da capital para expor os políticos, caso as denúncias de pagamento de propina sejam confirmadas.
O pronunciamento da senadora ocorre na esteira de novas revelações sobre os bastidores da negociação entre as instituições financeiras.
Exibindo na tela de seu celular uma notícia publicada pela imprensa local nesta manhã, Damares contextualizou a gravidade da crise: uma suposta proposta de delação premiada do presidente do BRB apontaria que 12 dos 24 parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) estariam recebendo uma “mesada” de R$ 150 mil.
O objetivo do pagamento ilícito, segundo a denúncia citada pela senadora, seria garantir o aval e a blindagem política do Legislativo local para que o BRB efetivasse a compra de participação no Banco Master — um negócio que vem atraindo forte escrutínio de órgãos de controle e do mercado.
Indignada com o esquema, Damares classificou a situação como “inadmissível” e direcionou um recado claro aos parlamentares do DF que tentarem novo mandato nas urnas:
“Se isso aqui for verdade, eu vou me dedicar nessa campanha a me arrastar pelas ruas do Distrito Federal lembrando a população o nome dos 12 e dizendo para a minha população: não vote. Eu vou fazer campanha negativa, presidente”, declarou a senadora.
Para além das fronteiras do Distrito Federal, a ex-ministra alertou aos pares na CAE que a crise deixou de ser uma “briga doméstica” da política brasiliense.
Ao apontar o que chamou de “teia”, Damares afirmou que o BRB deu suporte aos esquemas do Banco Master em negociações que se ramificam por outros estados e capitais, citando especificamente ligações com a prefeitura de Maceió (AL).
“Quanto mais a gente mexe, mais a gente fica assustado com o Banco Master”, resumiu a parlamentar na abertura de sua fala, cobrando atenção do Senado sobre o uso do banco público distrital para viabilizar operações suspeitas em âmbito nacional.
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