Damares critica uso de Fundo Constitucional para socorrer BRB e cobra prisões no caso Master

Senadora defende plano de recuperação para o banco do DF, mas atrela crise a erros de gestão e corrupção; parlamentar mira blindagem de repasses feder
19/5/26 às 19:17

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou, nesta terça-feira (19), a possibilidade de utilização de recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) para cobrir o rombo financeiro do Banco de Brasília (BRB), instituição pública arrastada para o centro do escândalo envolvendo o Banco Master.

A parlamentar também defendeu a necessidade de um plano de recuperação estruturado para o BRB, mas rechaçou que a conta do socorro financeiro recaia sobre o FCDF, verba da União repassada anualmente ao GDF para o custeio das áreas de segurança pública, saúde e educação na capital.

“Não é que ele tem salvação, ele precisa ser salvo, e tudo precisa ser feito para salvar este banco. Esse banco é nosso”, afirmou a senadora no registro.

Ela, contudo, traçou uma linha dura em relação à responsabilização pela desidratação financeira do BRB. “O que nós temos que ter é um bom plano de recuperação. Pôr na cadeia quem errou. Tem gente que não errou por corrupção, errou porque era burro, não tinha jeito para conduzir algumas áreas daquele banco. Mas tem gente que roubou também”, declarou.

A declaração ocorreu durante audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, realizada para esclarecimentos sobre política monetária e o escândalo envolvendo o banco liquidado pela instituição.

Crise financeira

A crise no BRB ganhou dimensão nacional após a revelação de transações suspeitas e negócios de alto risco firmados com o Banco Master, classificado por Damares como uma instituição “de terceira categoria” que “causou todo esse alvoroço no país”.

O banco brasiliense acumulou perdas expressivas, gerando o temor no Congresso de que manobras orçamentárias de socorro acabem ameaçando a integridade do Fundo Constitucional, uma pauta historicamente sensível e defendida de forma intransigente pela bancada do DF no Senado.

Damares Alves, que atua na coordenação do grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) voltado ao caso, indicou que o foco do Senado não é atuar como salvador incondicional de instituições mal geridas, mas rastrear e corrigir as falhas legais exploradas nas transações.

“Nem tudo que [o Banco Master] fez foi ilegal, foi imoral, foi nas brechas”, explicou a parlamentar, ressaltando o trabalho de detecção das falhas legislativas.

Foto: Rafael Fogaça / Ascom GDA


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