Damares defende autonomia do BC e diz que ataques enfraquecem segurança do sistema financeiro nacional

Senadora quer audiência com diretores da instituição pela defesa da autoridade monetária nacional
10/2/26 às 16:30

Em discurso durante reunião do Grupo de Trabalho (GT) da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que acompanha as investigações do caso Banco Master, nesta terça-feira (10), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu a autonomia do Banco Central (BC) e disse que ataques contra a instituição enfraquecem o sistema financeiro nacional.

A parlamentar refere-se a campanhas de difamação promovidas nas redes sociais com o objetivo de minar a credibilidade do BC na condução do processo que culminou na liquidação do Master.

No final de janeiro, a Polícia Federal (PF) decidiu abrir inquérito para investigar denúncias de influenciadores que alegam ter sido procurados para gravar conteúdos com críticas à instituição que funciona como autoridade monetária máxima, responsável por controlar a inflação e zelar por um sistema financeiro sólido e eficiente.

“O Banco Central é uma instituição forte. Nosso sistema financeiro é forte. Ninguém tem que fugir do Brasil. Vamos continuar e demonstrar que o caso do Banco Master está essa confusão toda porque os agentes envolvidos fizeram esse barulho todo. Mas o BC atuou de forma íntegra na condução do processo”, defendeu.

A senadora brasiliense defendeu que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e dirigentes da instituição sejam os primeiros a serem ouvidos pelo grupo de trabalho da CAE para que sejam esclarecidas todas as dúvidas, como forma de acalmar a população e o mercado quanto à extensão do caso Master.

Requerimentos

O GT reúne-se, ainda hoje, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e, às 18h30, com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

Os encontros foram confirmados durante reunião, quando também foram aprovados 13 requerimentos — relacionados a convites, prestação de informações e audiências públicas.

Também foram aprovadas outras três audiências públicas:
– uma para discutir o caso do conglomerado Master e a atuação das instituições brasileiras;
– duas para esclarecer as operações financeiras, as aquisições de participações acionárias e os investimentos do Banco de Brasília (BRB), em especial a operação de compra e investimento envolvendo o Banco Master (entre os convidados estão o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o ex-diretor jurídico dessa instituição Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo).


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